Trump faz grave ameaça ao Irã, que enfrenta protestos
- atvdopovo
- 10 de jan.
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As manifestações que assolam o Irã, que tiveram início entre os comerciantes — historicamente base de apoio ao regime dos aiatolás —, que pediam melhorias na política econômica do país, ganharam proporções gigantescas e alcançaram outros públicos, que agora também querem o fim da teocracia que rege o Estado iraniano.
Dessa maneira, Israel e os EUA tentam se aproveitar do momento de extrema fragilidade do regime dos aiatolás para alcançar o que buscam há algum tempo: a queda do regime teocrático no território persa.
O presidente dos EUA, Donald Trump, tem feito ameaças sistemáticas contra os aiatolás e afirmado que, caso o governo iraniano reprima com violência os manifestantes, o seu governo pode intervir na situação, ou seja, invadir o Irã.
Após a invasão e o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fica claro que nem todas as ameaças de Trump são jogos retóricos e, neste sábado (10), o ocupante da Casa Branca subiu o tom contra o governo do Irã.
“O Irã está olhando para a liberdade, talvez como nunca antes. Os Estados Unidos estão prontos para ajudar”, disparou Donald Trump, insinuando que pode ordenar uma invasão ao país persa.

Reprodução
Milhares de pessoas tomam as ruas do Irã em atos contra o governo
Milhares de pessoas voltaram a ocupar as ruas de Teerã, capital do Irã, nesta quinta-feira (8), e outras regiões do país em protestos que exigem do governo ações que melhorem a economia nacional.
Além dos protestos contra a crise econômica, também há grupos que exigem o fim do regime teocrático. Imagens que circulam pelas redes mostram mulheres queimando o hijab, lenço que cobre o cabelo e o pescoço e que é de uso obrigatório.
Diante do espalhamento dos protestos por vários territórios do Irã, o governo iraniano cortou o acesso à internet e às linhas telefônicas. Há o temor de que tal atitude resulte em repressão contra as manifestações.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disparou ameaças contra o governo do Irã: “Eu os deixei saber que, se começarem a matar pessoas, o que costumam fazer durante seus distúrbios… vamos atacá-los com muita força.”
As manifestações no Irã começaram quando lojistas foram às ruas protestar contra as políticas econômicas do governo. A indignação dos comerciantes se espalhou pelo país e, o que era uma queixa econômica, se tornou, também, atos que pedem o fim do regime teocrático.













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